Valadares Jazz Festival / 2009

Horas de estrada terminaram na abertura do Valadares Jazz Festival 2009, nessa última quinta feira, dia 15 de outubro. Não foi possível chegar a tempo para o primeiro show da noite, das pianistas Cláudia Castelo Branco e Bianca Gismonti – Duo Gisbranco – o que não me impede de tecer um breve comentário sobre o show que elas são capazes de realizar a frente de seus respectivos pianos, uma vez que já assisti o Duo em festivais anteriores e sei da habilidade e dedicação musical das delas.


Ao subir os degraus que me levariam ao auditório do colégio Imaculada, pude perceber um público sedento por cultura, com fome de boa música, que compareceu em peso na primeira noite do festival. A segunda atração da noite, Rio Jazz Orchestra, regida pelo maestro Marcos Szpilman (conhecida do público Valadarense) encerrou a noite de abertura em grande estilo, colecionando aplausos e elogio dos presentes.


Na sexta feira, dia 16, as apresentações começariam um pouco mais cedo, ás 18 horas, na capela do Imaculada ao som do Quinteto de violões Alma de Minas (local). A atmosfera do lugar escolhido me encanta não é de hoje e cada acorde ali tocado fica armazenado em minhas memórias. Escutar os violões dedilhando Nothing Else Matters do Metálica foi certamente um momento que me chamou atenção. O quinteto encerrou sua apresentação com uma bela canção do Milton Nascimento, Maria maria, com a participação da plateia (amigos e familiares) ritmando nas palmas.


Vindo de uma talentosa família musical, Alexandre Gismonti trouxe um repertório com releituras e também com músicas de sua autoria, e executou com maestria todas elas ao som do sue violão.


Devido ao atraso dos shows da capela, quando Alexandre terminou de tocar já era hora de subir correndo as escadas em direção ao auditório, pois o show de Taryn Szpilman estava prestes a começar. Atrasar era inconcebível a minha pessoa esta noite, uma vez que o motivo de eu ter viajado horas e horas noite passada foi unicamente não perder uma segunda vez o show e a voz da Taryn Szpilman.

 

Pela passagem de som que estive presente (na parte da tarde), dava pra imaginar o peso das músicas de logo mais. Um show preparado com todo carinho com clássicos do rock, soul e blues que atravessaram décadas.


Antes de acabar a noite, o músico mineiro Lô Borges subiu ao palco com os sucessos do Clube da Esquina e com outras parecerias (entre elas, Dois Rios – sucesso na voz do Skank). Antes de passar para última noite do Valadares Jazz Festival, abro um parênteses para uma observação; pois ao meu ver, a ordem dos shows da noite de sexta deveria ter ordem inversa.


Daniela Spielmann e Sheila Zagury, são parceiras nos palcos há mais de dez anos e essa amizade e pareceria teve seu início na Rio Jazz Orchestra. È a primeira vez que o Duo se apresenta em Valadares, mas Daniela já esteve na cidade com o grupo Rabo de Largatixa. Apesar de Taryn e Daniela compartilharem em suas trajetórias a banda Rio Jazz Orchestra, Taryn disse que até onde sabe, as duas não apresentam parentesco comum.


O show de encerramento ficou a cargo do Sexteto de Hamleto Stamato. Piano, baixo, bateria, trompete, saxofone e trombone, deram o tom final em mais uma noite de festival em Minas Gerais e a população Valadarense aplaudiu de pé, não só so artistas convidados como também o idealizador/produtor do evento, TIM Filho, pela vontade que foi preciso ter para que esse ano não ficássemos sem o espetáculo da música.

 

 

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