This is Rock'n roll
"Rockabilly é um dos inúmeros subgêneros do rock’n roll. Tornou-se conhecido durante os anos 1950, devido a artistas norte-americanos. Durante aquela década, o gênero foi impulsionado por batidas atrativas, guitarras e contrabaixos acústicos que eram tocados usando a técnica slap-back (batendo nas cordas, ao invés de puxá-las individualmente)." Nascida da vontade de alguns amigos em reviver o “espírito rockabilly”, O Clube dos Canalhas desde sua formação inicial não deixa ninguém que passa pelo seu caminho parado e com muitos shows desde então, carregam consigo um monte de estórias supimpas pra contar. É com enorme satisfação que o MusicGeneration recebe O Clube dos Canalhas para um bate papo descolado e esperto. • De onde veio a ideia de montar a banda? Quando isso aconteceu? Eddie: Ah, esta é uma idéia que tenho desde nem sei quando, rs, mas foi em 98 quando começamos com Os cafonas e ela tomou uma proporção maior. A idéia era moldar a banda para o rockabilly e acabou tomando um formato mais rock and roll. Daí depois de algum tempo, eu e Tony, que já era baterista do Os cafonas, decidimos montar o que queríamos desde o início: uma banda tipicamente rockabilly e aproveitamos a bagagem de um tempo ouvindo alguns clássicos para que o projeto funcionasse. • Qual a formação inicial da banda, e qual a atual formação? Eddie: A banda começou com o Tony e eu e tocávamos um lance mais Hillbilly, com violão, caixa, bumbo e um prato. Mas como algumas musicas estavam fluindo, achamos que era o momento ideal para chamar um baixista, Tequila Heartbreaker. Mas com a ida do baixista para a Alemanha, ele indicou o Felipe, que prontamente recebeu seu “batismo” no primeiro show (Phill Dutch) e após um momento com suas outras bandas que requeriam uma devida atenção por parte do mesmo, está de volta para compor este elenco de imbecis. • Quais influências sonoras vocês escutavam naquela época? É possível ouvir algumas no repertório da banda? Eddie: Bom, acho que a influência maior sempre foi Elvis Presley e Stray Cats, mas sim, ainda tocamos algumas musicas que tocávamos antigamente, porém, com uma “roupagem” mais estilizada para o rockabilly clássico, que também é algo que ouvimos quase em tempo integral, fora as bandas com que tocamos e/ou conhecemos por intermédio de pessoas ligadas à cena rockabilly. • Cada integrante que passa pela banda além dos shows, das histórias pra contar, leva também um “apelido”. Fale um pouco a respeito. Eddie: Pois é, este pseudônimo é algo bem típico das bandas rockabilly mais antigas como as atuais. Isso também se deve ao fato de que alguns de nossos ícones e grandes nomes ligados á cena mudavam seus nomes para uma melhor divulgação ou mesmo pronuncia de um nome que caísse melhor para o gosto popular e divulgação da própria música em si. Claro que este não é o nosso intuito e por mais que funcione, (risos), também é um personagem que podemos criar que proporciona não só uma aproximação com as pessoas do meio rockabilly, como também se apresenta como uma certa fuga da realidade de nossa década e nos transporta um pouco para 1955, de onde nunca deveríamos “ter saído”. (risos) • No ano que passou, O CLUBE agitou vários rocks. Não só na cidade berço dessa história, Governador Valadares (MG), como também em outras cidades do leste mineiro. Aposto “um guará” de que a banda tem boas histórias pra contar. Alguma especial que possa contar pra gente. Eddie: Putz, (risos), acho que um dos maiores motivos, além da vontade de divulgar este estilo fabuloso... é que somos grandes amigos que se divertem profundamente durante os shows, viagens e com a turma que conhecemos durante as apresentações. Por isso, temos tantas histórias... mas uma delas de que me recordo bem foi sobre uma vez que tocamos em Timóteo em uma festa chamada “Sessão do Descarrego”, do nosso grande amigo Medão (Gugnir). O Festival reunia bandas que variavam desde o Hard Rock até o Black Metal e chegando ao lugar, pensamos: “Putz, a gente vai ser linchado..vamos tomar uma cerveja que é para não sentir muita dor”. (risos). Engano nosso! Quando começamos a tocar, a pista se encheu rapidamente e na minha opinião, foi um dos nossos melhores shows. Isso mostra que não importa a vertente musical em que cada um se encaixa melhor... o rock and roll foi nesse dia e é uma paixão em comum, um estilo inconfundível que só se renova e como mesmo ouvi recentemente: “quem gosta de rock, nunca envelhece”. • O que a banda espera aprontar em 2009? Eddie: Bom, para o início deste ano, mais precisamente em Março... se tudo der certo, lançaremos um EP com seis faixas que está para sair pela Mondo Crasso Distro (Marcelo Crasso/BH), fazer os shows que precisamos riscar da agenda no final de 2008, conhecer novas pessoas, tomar novas cervejas e fazer o nosso melhor para apresentar o rockabilly para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer melhor. • Pra terminar..Por que “O Clube dos Canalhas”?
Eddie: Não sei dizer ao certo como me lembrei desse nome, mas uma vez vi uma matéria na internet sobre uma turma lendária que participava de festas, farras com garotas, bebidas e muita música. Pronto.. não precisávamos mais pensar em nada e o nome não conseguia sair da cabeça. Levantamos alguns outros nomes e tal mas não adiantou, foi esse que ficou no fim das contas.
Obrigado pelo interesse em saber um pouco mais sobre nós e esperamos nos encontrar novamente em um desses bares ou shows pela vida afora. Keep rockin´!
Obrigada pela entrevista Eddie, até uma próxima!
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