Belo Horizonte vai parar e assistir de pé a história do pop rock nacional. Nos dias 26 e 27 de agosto (sábado e domingo) o Mix Rock Festival, pela primeira vez, vai trazer para a capital mineira os 20 maiores representantes do pop rock do Brasil no templo mineiro do futebol. O Mineirão receberá desde ícones dos anos 80 até as novas revelações desse ritmo e promete agitar todas as tribos no maior festival já promovido em terras mineiras. Serão mais de 24 horas de pura música.
“No festival da Mix, todas as bandas vão se apresentar no palco principal, ou melhor, nos dois. Os fãs vão ficar cara-a-cara com o seu ídolo interagindo com as bandas através de uma passarela na frente dos palcos”, completa. Em cada dia do Mix Rock Festival serão dez apresentações que começam às 16h30. Os portões do Mineirão serão abertos às 15 horas.
No sábado (26 de agosto), vão se revezar nos palcos: Biquíni Cavadão, Charlie Brown Jr., Cidade Negra, CPM 22, Detonautas, Hateen, Kamikaze, Pato Fu, Skank e Titãs. Já no domingo (27 de agosto), será a vez de Armandinho, Capital Inicial, Dead Fish, Kid Abelha, Los Hermanos, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, O Rappa, Tianastácia e Tihuana
Hoje é dia de jazz
Projeto é fruto da boa aceitação da música instrumental em Valadares
por MARCOS FURTADO
estagiário
Um músico que sempre teve vontade de levar música instrumental para seu bar e um guitarrista que procurava um palco para se apresentar. Durante a oitava edição do Tim Valadares Jazz Festival, eles se conheceram, trocaram idéias, descobriram afinidades musicais e... nasceu o projeto “Quinta Jazz”, que tem início hoje na cidade. A partir das 21h30, o dedilhar do violão, o som firme do contrabaixo, o sopro do saxofone e as batidas das baquetas vão ritmar os corações dos amantes do ritmo, no bar Tom Café. Com essa iniciativa, o jazz não ficará restrito ao palco do Teatro Atiaia, e apenas na temporada do festival: vai brindar os mais exigentes apreciadores da música instrumental, no palco de um bar no centro da cidade, todas as quintas, a começar de hoje.
O músico que procurava um espaço para se apresentar é Maurício Mansu, guitarrista que leva para o Tom Café sua banda, composta por Emerson Kaiser (contrabaixo), Breno Mendonça (saxofone) e Antônio Thiago (bateria). Ele explica que o projeto foi idealizado com base no Festival de Jazz, pois nesse evento eles constataram que há público para a música instrumental em Valadares, mas faltam espaços para tal estilo. “Tomamos o festival de jazz como referência, pois ele já está em sua oitava edição e todos os anos o Teatro Atiaia lota. Mas quando termina, é difícil ouvir falar em jazz na cidade. Isso nos faz acreditar que há público que ouve música instrumental em Valadares; o que falta é um local destinado a essas apresentações”, conta.
Marcelinho Tiradentes é o músico e dono de bar que sempre teve a intenção de levar jazz para seu palco. “Inaugurei o Tom Café com esse ideal. Inclusive, a primeira atração do bar foi uma banda de jazz, mas como o público era muito escasso, preferimos investir mais na Música Popular Brasileira cantada. Acredito que essa mentalidade está mudando na cidade, e o jazz está ganhando cada vez mais adeptos”, afirma.
Marcelinho conta como a apresentação de Mansu na 8ª edição do Festival de Jazz resultou no convite: “Gostei demais da apresentação do Mansu e seus músicos no festival, pois eles mostraram seriedade e profissionalismo. Foi mais que merecido abrir espaço para eles no Tom Café. O jazz e a música brasileira precisam ser divulgados; isso é cultura, e de qualidade”, declara Tiradentes.
Fernanda Melo, produtora executiva do Festival de Jazz, afirma que está contente com a iniciativa, pois se trata de formação de público. “Ficamos felizes em saber que a cidade está nessa efervescência com esse estilo musical, e é isso que queremos ver”, comemora.
“O que impera na noite valadarense são músicas vocais que são divulgadas pela mídia. Vamos avaliar o resultado de hoje para ver se levaremos o projeto adiante ou não, mas a idéia inicial é fazê-lo toda quinta-feira”, completa Mansu. O repertório de hoje a noite será de muito jazz, música instrumental brasileira e MPB.
Mansu não foi escolhido por acaso para encabeçar o projeto. Há 10 anos ele trabalha como professor de guitarra e violão
Além disso, Mansu foi introdutor do Método Kodály de Musicalização no Brasil e estudou violão com um dos melhores instrumentistas de Minas Gerais, Gilvan de Oliveira. Em 2005 tocou no Tim Concert, com a participação de Jairo de Lara, Fernanda Abreu e Paula Santoro, que também se apresentou no festival de jazz de 2007.
Anote aí:
Projeto “Quinta Jazz”
Local: Bar Tom Café, que fica na rua Afonso Pena, esquina com Dom Pedro II
Horário: 21h30
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